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12 de julho de 2018 às 02:00

Não somos mais o país do futebol

É quase engraçado ver os especialistas batendo cabeça, tentando entender os resultados nesta Copa. Como assim a Alemanha caiu já na primeira fase? Portugal, Argentina, Uruguai, Espanha, pelo caminho, à medida que outros menos tradicionais continuavam a ca

É quase engraçado ver os especialistas batendo cabeça, tentando entender os resultados nesta Copa. Como assim a Alemanha caiu já na primeira fase? Portugal, Argentina, Uruguai, Espanha, pelo caminho, à medida que outros menos tradicionais continuavam a caminhada. Sem falar do desdém pelos times “pequenos”. 

Talvez o mais simples para perceber o que vem mudando no futebol seja desviar os olhos do campo para o que acontece no mundo. 

Repito o que já escrevi no ano passado, na época da eliminação da Itália. O problema é que o discurso sobre a globalização e as maravilhas de um mundo sem fronteira acaba na vírgula em que apontamos a elite do esporte como se fazia no século passado. Como se cada uma das grandes seleções passasse quatro anos jogando bola no seu próprio quintal, fosse capaz de surpreender seus adversários com menos tradição e lá na frente apenas a elite pudesse se encontrar. 

Não há mais tal elite, para a total perplexidade dos especialistas. Não aquela na qual gostamos de nos incluir. A aristocracia do futebol atual são todos os times que chegam a uma Copa do Mundo. E isso ficou claro com os resultados que nos tomaram de assalto durante todo o Mundial. Talvez por isso mesmo continue a despertar tanto fascínio. 

Há uma chance de termos um campeão inédito, num Mundial que não contou também com a presença de Holanda e Chile, por exemplo. Precisamos nos acostumar a não chegar mais como favoritos, talvez começar a digerir a ideia de que um dia (talvez) não estaremos lá. Entender que tradição e cinco campeonatos não fazem a menor diferença quando a bola rola. 

A ideia de que somos o país do futebol é bastante romântica e nutriu paixões por todos os cantos da terra durante décadas, mas perceber que hoje o futebol finalmente pertence ao mundo é muito mais justo e pode ser bem mais divertido e desafiador.

Fonte: FOLHA

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