25 de janeiro de 2018 às 02:00

Nova leva de hotéis norte-americanos investe em música, arte e cinema

Se tomarmos como base alguns dos novos confortos oferecidos por hotéis, que vão de pistas de boliche a teatros, o futuro do setor será muito semelhante ao passado, quando os estabelecimentos eram polos da vida social.

Se tomarmos como base alguns dos novos confortos oferecidos por hotéis, que vão de pistas de boliche a teatros, o futuro do setor será muito semelhante ao passado, quando os estabelecimentos eram polos da vida social.

A competição e o impulso de buscar receitas cada vez maiores estão levando à criação de uma nova categoria de hotéis, com ofertas de entretenimento que vão bem além de restaurante operado por chef de cozinha famoso.

O Ramble Hotel, que será inaugurado neste ano em Denver (EUA), terá uma sala de cinema que exibirá trabalhos de cineastas locais.

O Omni Louisville Hotel, com abertura marcada para março em Louisville, Kentucky, também nos Estados Unidos, terá um "speak-easy" (bar ao estilo das casas clandestinas da era da Lei Seca) com pista de boliche. O novo Line DC Hotel, em Washington DC, tem um estúdio de rádio no saguão, no qual os hóspedes podem assistir à gravação de podcasts.

A tendência, no entanto, não se expressa apenas em casas novas. O Pierre New York, hotel da rede Taj localizado no Upper West Side de Manhattan, recentemente lançou uma série de espetáculos em formato cabaré, com shows intimistas de cantores da Broadway. O Hutton, de Nashville, que acaba de ser reformado, inaugurou um espaço de música.

O lucro é um dos fatores que motivam o novo foco. "Os hotéis descobriram que entretenimento é mais do que wi-fi e TVs de alta definição com filmes sob demanda", disse o analista Henry Harteveldt, fundador do Atmosphere Research Group.

Os operadores de estabelecimentos também dizem que sua motivação envolve ainda a oferta de serviço aos vizinhos, uma prática histórica que fez de hotéis como o Ritz, em Paris, e o Plaza, em Nova York, polos de atração para os não hóspedes.

"Um grande hotel sempre reflete o tecido social de sua cidade", disse o hoteleiro Ian Schrager, que recentemente inaugurou o Public New York, um hotel que inclui um espaço social chamado Public Arts, com música ao vivo, exibições de filmes, shows de mágica e festas.

"A única maneira de concorrer com o Airbnb é fazer coisas que eles não podem fazer, como oferecer entretenimento comunal", acrescentou Schrager.

Para os viajantes, a ideia oferece uma via expressa para desfrutar da cultura e criatividade de uma cidade.

MÚSICA AO VIVO

O Hutton Hotel, em Nashville, inaugurou neste mês uma casa de música chamada Analog, para levar a cena musical da cidade ao espaço.

O estabelecimento, com dois andares e 300 lugares, já recebeu shows de Maren Morris, Shadowboxers e Allen Stone. O Hutton também criou duas salas para compositores, uma projetada pelo astro do country Dierks Bentley e outra, por Ryan Tedder, do OneRepublic.

Inaugurado em 2016, o Ace Hotel New Orleans oferece o Three Keys, outro espaço para música ao vivo, que recebe shows de atrações locais, como uma série programada pelo tecladista Ivan Neville.

Já o Pierre New York recentemente iniciou uma série de shows em formato cabaré com artistas da Broadway, que fazem apresentações de uma hora de duração para apenas 70 pessoas, uma vez por mês. O hotel já abriu seu palco aos elencos de "Wicked" e de "Kinky Boots".

BEBIDAS E JOGOS

O Omni Louisville, que será inaugurado em março, com 612 quartos, terá diversos restaurantes e bares, incluindo um em estilo "speak-easy" e outro com pista de boliche.

A direção também planeja ter uma sala para degustação de bourbon.

Recentemente reformado, o Blackstone Hotel, em Chicago, transformou seu saguão de 1910 em espaço social, com um carrinho que serve coquetéis e uma máquina de escrever. Os hóspedes são convidados a redigir uma carta no equipamento, que o hotel postará de graça.

ATRAÇÕES CULTURAIS

O Ramble Hotel, no River North Art District, em Denver, no Colorado, será inaugurado no segundo trimestre e terá um bar no saguão operado pelo aclamado bar Death & Co., de Nova York, e uma sala de cinema com 80 lugares cujo foco serão produções locais, mas também oferecerá shows de música e noites de microfone aberto.

O Line DC, de Washington, conta com um estúdio de rádio com paredes de vidro, no qual a rede de podcasts Full Service Radio grava seus programas sobre música, arte, cultura e gastronomia. Os hóspedes e visitantes podem assistir à gravação e ouvir os programas por meio de fones de ouvido no saguão.

Já o Ace Hotel Downtown, em Los Angeles, usa seu teatro de 1.600 lugares para exibir filmes, instalações de luz e som, palestras e shows de bandas em ascensão como a Real Estate ou músicos estabelecidos como k. d. lang.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Fonte: FOLHA

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