13 de maio de 2018 às 02:00

Matrícula em segunda escolha é tática arriscada de transferência

Embora muitas universidades realizem vestibular no meio do ano ?como a Unesp e a ESPM?, a maioria concentra seu processo seletivo no início do ano, caso da concorrida Fuvest.

Embora muitas universidades realizem vestibular no meio do ano â?”como a Unesp e a ESPMâ?”, a maioria concentra seu processo seletivo no início do ano, caso da concorrida Fuvest.

Isso faz com que muitos estudantes fiquem em dúvida: vale a pena se matricular no meio do ano em uma faculdade que não seja sua primeira opção e tentar a transferência para a realmente desejada depois? 

Para os especialistas ouvidos pela Folha, a resposta é não, sobretudo devido às incertezas que rondam os processos de transferência. É melhor continuar estudando para a primeira opção.

Não é possível saber quantas vagas para transferência são abertas ano a ano e nem mesmo se haverá abertura de vagas, diz Clarisse Zamith, da Pró-Estudo, especializada na orientação de alunos.

As regras de transferência variam de universidade para universidade, mas em geral são em duas etapas: a interna, para migração de alunos da própria instituição para outros cursos oferecidos por ela; e a externa, aberta para alunos de fora.

Por isso, para quem pretende mudar não só de curso mas também de universidade, a dificuldade é maior, uma vez que depende da sobra de vagas após a transferência interna, reservada para os alunos da instituição.

Outro complicador é o nível da prova de transferência, diz Madson Molina, coordenador do Anglo. “As provas da transferência têm um nível complexo, uma régua alta”, afirma.

Diferentemente do vestibular, as provas de transferência costumam exigir conhecimentos específicos, de nível universitário, da carreira para a qual o estudante está interessado.

Assim, quem quer continuar o mesmo curso em que entrou no meio do ano em uma universidade diferente tem vantagem, já que o primeiro semestre cursado serve como forma de estudar para a transferência.

O mesmo não acontece com quem quer mudar tudo: esse estudante vai ter que correr atrás da carga específica de um curso com o qual nunca teve contato.

Apesar das reservas quanto às chances de transferência entre cursos, os especialistas recomendam que o estudante faça o vestibular de meio de ano.

“Qualquer prova de vestibular que o aluno consiga fazer, mesmo que não seja na época certa para o curso certo, vale como treino”, diz Zamith, da Pró-Estudo.

Molina, do Anglo, concorda: “O vestibular de meio de ano faz sentido como um termômetro da situação do candidato em comparação com os concorrentes”.

Segundo ele, também é comum que estudantes usem a prova para se submeter à situação de pressão a qual vão enfrentar no futuro, quando prestarem o vestibular para sua primeira opção.

Outro ponto positivo do vestibular de meio de ano é permitir que o aluno em dúvida sobre qual carreira seguir conheça melhor uma de suas opções, caso seja aprovado.

“É uma chance de ele experimentar uma outra área que talvez ele não tenha tanta certeza se gosta ou não”, afirma. 

Fonte: FOLHA

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