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12 de julho de 2018 às 02:00

Com centroavante que não faz gol, França repete sina da Copa de 1998

??Olivier Giroud, 31, centroavante da França, ainda não fez um gol na Copa do Mundo na Rússia. Nem acertou um chute ao gol. Mas sabe o seu valor. A cada pergunta sobre suas estatísticas na competição faz cara de enfado, de quem já teve de responder à perg

??Olivier Giroud, 31, centroavante da França, ainda não fez um gol na Copa do Mundo na Rússia. Nem acertou um chute ao gol. Mas sabe o seu valor. A cada pergunta sobre suas estatísticas na competição faz cara de enfado, de quem já teve de responder à pergunta muitas vezes antes mesmo do torneio.

“Sei que sou importante para o time. A minha função em campo tem valor. Os gols não aconteceram ainda, mas não estou preocupado com isso. O treinador acredita em mim”, afirmou o atacante após a vitória sobre o Uruguai nas quartas de final.

É uma variação bem mais educada da resposta que o meia brasileiro Dirceu deu para os jornalistas antes do início da Copa de 1982 na Espanha. Cansado da insistência em saber os motivos para Telê Santana escalá-lo, o jogador explodiu:

“Eu estou no time do Telê. Se não estou no time da imprensa, azar de vocês”.

Dirceu logo saiu da equipe titular, mas isso não acontecerá com Giroud. O técnico francês Didier Deschamps avisou que ele já está escalado para a final da Copa do Mundo, domingo (15), em Moscou.

“Giroud não marcou ainda. Eu repito: ainda”, ressaltou o treinador.

Deschamps fica descontente com as comparações da equipe atual com a de 1998, mas é inevitável lembrar que a situação francesa atual lembra a do time campeão de 20 anos atrás em mais de um aspecto ofensivo.

O treinador Aimé Jacquet levou quatro atacantes para aquele vencido pelas franceses, mas não viu nenhum deles se firmar. Começou com Christophe Dugarry, passou por Thierry Henry, David Trezeguet e entrou em campo na final contra o Brasil com Stéphane Guivarc?h, que transformou a perda de gols contra Taffarel em quase uma forma de arte. Desperdiçou três que poderiam ter transformado os 3 a 0 final num placar ainda mais dilatado.

O título aconteceu graças a Zinedine Zidane e Emmanuel Petit. Da mesma forma que a vaga na final foi construída com os gols do zagueiro Blanc (nas oitavas com o Paraguai), as defesas de Barthez (nos pênaltis diante da Itália, nas quartas) e nas finalizações do lateral/zagueiro Thuram (na semifinal).

A França está na decisão de 2018 porque Umtiti fez o gol da classificação na semifinal, contra a Bélgica. E Varane abriu o caminho nas quartas diante dos uruguaios.

“É um pouco cansativo. Eu estou entediado com isso. Faço meu trabalho em campo. Quando sinto que fiz o meu papel para o time e fui importante, estou satisfeito”, afirma Giroud.

Antes da Copa de 1998, o principal atacante do futebol francês era Eric Cantona. Mas ele não aceitou fazer a função imaginada por Jacquet e pediu para não ser chamado. O maior nome da posição na França hoje em dia é Karim Benzema, não convocado por ter se envolvido em episódio de chantagem com Mathieu Valbuena para evitar o vazamento de um vídeo íntimo do meia. A segunda melhor opção era Alexandre Lacazette. Ficou fora por opção de Deschamps.

Ter perdido a melhor chance francesa para marcar contra a Bélgica, antes do gol de Umtiti, na semi, só piorou a situação de Giroud. Ele completou o passe de Mbappé na área de forma fraca e sem direção.

Foi uma conclusão que não lembrou o centroavante do Chelsea que, quando estava no Arsenal ganhou o prêmio Puskas da Fifa de gol mais bonito de 2017. Acertou um golpe de escorpião na bola e marcou contra o West Ham pelo campeonato nacional. Ou o atacante que anotou três diante do Paraguai em amistoso em 2017. Foi o primeiro jogador a fazer isso pela seleção francesa na mesma partida em 17 anos.

Giroud diz não ligar para as críticas e cobranças, mas às vezes não consegue suportar. Durante a Copa do Mundo ele tem levado tudo com profissionalismo. Talvez porque a França está vencendo. Mas ele já perdeu a calma outras vezes. Em 2017, enquanto dava entrevista após amistoso com a Rússia, viu que os jornalistas mantinham o microfone em sua boca, mas estavam com os olhares em Mbappé, que passava atrás dele.

“Vocês querem falar com ele? Vão lá e falem com ele, então!”, explodiu.

Se fizer o gol na final da Copa do Mundo, a explosão será bem diferente.

O atacante estreou no pequeno Grenoble Foot 38, da segunda divisão do Campeonato Francês. Após passagens pelo Tours e pelo Montpellier, foi para o Arsenal da Inglaterra, onde jogou de 2012 até janeiro deste ano. Hoje defende o rival Chelsea. Desde 2011 joga na seleção francesa, pela qual marcou 31 gols em 80 jogos

Fonte: FOLHA

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