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30 de janeiro de 2018 às 02:00

Clubes ajudam CBF a analisar rivais da seleção brasileira na Copa do Mundo

A seleção contará com a ajuda dos clubes brasileiros para receber informações sobre seus adversários na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

A seleção contará com a ajuda dos clubes brasileiros para receber informações sobre seus adversários na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Em um trabalho organizado por Fernando Lázaro, coordenador do CPA (Centro de Pesquisa e Análise) da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), os departamentos de análise de rendimentos das agremiações brasileiras foram convocados a ajudar a confederação a esmiuçar a forma de jogar de 27 seleções classificadas para o Mundial russo –Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia, os outros quatro times sul-americanos com vaga garantida no torneio, já haviam sido analisados pela equipe do CPA.

A equipe montada por Lázaro, com analistas de desempenho de 19 dos 20 clubes da Série A do Brasileiro do ano passado –o Flamengo disse que não poderia participar por ter poucos funcionários no setor–, trabalha desde novembro analisando partidas das eliminatórias e amistosos, e continuarão a fazê-lo até o fim do Mundial.

Os relatórios serão usados pela comissão técnica de Tite durante a competição.

A divisão das tarefas dos integrantes do grupo foi feita por sorteio. Assim, o Grêmio ficará responsável por analisar a Suíça, primeiro adversário do time brasileiro na Copa do Mundo, em jogo marcado para o dia 17 de junho.

Já o Avaí esmiuçará a Costa Rica, segundo rival que enfrentará a seleção, no dia 22. Enquanto o Sport deverá preparar relatório sobre a Sérvia –último adversário do Brasil na fase de grupos, no dia 27.

Se avançar às oitavas de final, o Brasil poderá enfrentar Alemanha, México, Suécia ou Coreia do Sul. Os times são acompanhados por profissionais de São Paulo, Fluminense, Botafogo e Atlético-PR, respectivamente.

"Montamos um modelo de relatório que contempla a questão tática dos adversários como um todo, principalmente a forma de jogar e a análise individual dos atletas", disse Lázaro, que trabalhava com Tite no Corinthians e foi contratado pela CBF no início do ano passado.

"Além do relatório, os analistas vão produzir vídeos exemplificando as situações de jogo, como ilustração do que está no documento. Será um trabalho complementar do que já fazemos no CPA", disse o coordenador.

O modelo será útil para padronizar o trabalho dos analistas, já que cada clube conta com uma estrutura diferente para esses profissionais.

O Avaí, que foi rebaixado à Série B no ano passado, conta com um analista e três estagiários. O Sport possui equipe com dois profissionais da área. Já o Grêmio tem quatro integrantes em seu departamento, que é considerado um dos melhores do país.

"[Com a ajuda dos clubes] vamos conseguir um nível de riqueza de detalhes muito maior do que a gente conseguiria. Esses analistas vão estar antenados exclusivamente nas informações dos adversários. Será mais uma visão externa, além da observação que fazemos aqui. Vão saber tudo o que aconteceu com essas seleções durante todo este período", afirma Lázaro.

Ainda não está definido se, durante o Mundial, os analistas que colaboram com a seleção irão para a Rússia assistir aos jogos ou farão suas análises por vídeo.

LISTA DE CONVOCADOS

A sala do Centro de Pesquisa e Análise da seleção brasileira não serve apenas para analisar os possíveis rivais da seleção brasileira. É também lá que Lázaro e Thomaz Araújo, outro integrante do departamento, monitoram a atuação dos 50 jogadores que poderão ser convocados por Tite para a Copa do Mundo.

O departamento também é responsável por ajudar o técnico da seleção brasileira em suas preleções, editando vídeos com exemplos do que Tite quer que os atletas convocados façam em campo.

"Repassamos um material para eles se familiarizarem com o estilo de jogo de Tite. Desde as formas de construção das jogadas, de marcação até as de bola parada. Fazemos isso porque o estilo de jogo nos clubes é diferente ao da seleção", diz Lázaro.

RETRANCAS

As três equipes que enfrentarão o Brasil na primeira fase da Copa do Mundo têm como principais características a força do jogo defensivo.

Quando são atacadas, Suíça, Costa Rica e Sérvia costumam povoar a entrada da área para dificultar as infiltrações das equipes adversárias, e, ao roubar a bola, tentam contra-atacar com passes rápidos.

Nas eliminatórias europeias, a Suíça atuou no 4-2-3-1. Mas, no momento de recompor o time, quatro jogadores atrás e cinco no meio-campo buscavam reconquistar a bola.

O desenho tático mais usado pela Costa Rica é o 5-4-1, mas há variações para o 4-4-2 quando o time precisa buscar o ataque.

A maior incógnita é a Sérvia. O técnico Slavoljub Muslin foi demitido após a classificação à Copa. Nas eliminatórias, ele costumava escalar a equipe no 3-4-3, mas em suas duas últimas partidas testou a equipe no 3-4-2-1.

Fonte: FOLHA

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